left lapel
bow tie


Acepipes

Sirva-se à vontade.


26.9.08



Catarse primaveril

Meu corpo acordou sorrindo
Cada canto dele
Cada fio de cabelo
Cada pêlo

Foi pensar em você
E uma gota d'água de alegria
Transbordou em meu peito
Toda felicidade que guardei

Enquanto meu corpo sorria
Numa catarse primaveril
Tudo virou melodia
E uma linda canção de bom dia
Em todos os cantos se ouviu





Saideras:

10.8.08



Acalanto (Lundu)

É tão pouco tempo
Mas é tão pouco o tempo
Que temos para tanto que se quer estar

É um bom momento
Mas é tão bom momento
Um verdadeiro acalanto o seu olhar

Veja menina, que beleza!
Que belo dia que a gente se entregou

Poderia ser qualquer um
Poderia ser, mas não foi
Foi do jeito que a gente sonhou



Para ouvir, clique aqui.






Saideras:

30.5.08



Haikai de tanto amar

1.
tenho uma mania
sonhar você de noite
amar você de dia


2.
arde, queima e péla
pelo peito
amar-te, bela


3.
e eu nem vejo
os efeitos do aquecimento global,
quando te beijo





Saideras:

7.4.08



Sem-tido I
(ou A Busca do Non Sense Útil)

Cedo ou tarde, toda flor, amor e pena.
Violetas violentas, rosas rosadas, margaridas amarguradas,
Copo de leite e bolachas maizena.







Saideras:

24.3.08








Saideras:

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Esquecer quando se quer, esquece.

Esquecer, só quando há tempo. Quando não importa mais.

Ou com uma boa dose de um mesmo remédio.

(É assim que te esqueço diariamente).





Saideras:

15.1.08

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Samba pra aliviar

To querendo aliviar a minha vida
Vou trazer ela mais perto
E de certo, meu peito vai sentir
Meu coração bater feliz

Eu preciso desse sorriso-menina
Que invade o meu dia
Que preenche meu corpo da mais pura alegria
E me faz cantar à noite inteira

Na praia passeia
E marca na areia
Mil notas à beira-mar
(o povo parado, só admirando, turistas de todo lugar)

O Sol se despede
A Lua clareia
Motivo pra me aproximar
(já apaixonado, dançando com ela um samba de gafieira)

Ela sorri comigo
Como quem não quisesse parar
E quando eu tento um beijo
Faz charme pra me maltratar (mas o que que há?!)

E eu canto essa música
Pra ela
Pra disfarçar
Pra aliviar
E tudo que eu tenho pra dizer, já deu pra sacar



Para ouvir, clique aqui.





Saideras:

20.8.07

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A alegria em seu nome

Um sorriso anunciou
O encanto que chegou
Em um nome de mulher

Era tanto o que sentia
Que só mesmo a alegria
No meu peito dava pé

E eu que quase desistindo
Sempre quis um amor sorrindo
do meu lado a sambar
Foi da sua boca
Que aprendi o meu samba
E a cadência que devo cantar

A alegria vive em seu nome
E em seu nome eu quero viver
Quando for dançar esse canto
Eu também vou dançar com você



Para ouvir, clique aqui.




Saideras:

16.6.07




Dor foi embora
música: Rafael Ramos / letra: Marcelo Magalhães

Morena,
De sorriso gentil,
Pegou suas coisas, partiu
O meu coração

Sem ela,
Fiz reza, até vi novela
Acendi uma vela pro meu santo protetor
São Jorge, por favor!

Mas foi pra minha alegria
Lua cheia trouxe dia
E o meu amor voltou

A melodia que escrevia,
Parou bem no meio da linha
E foi aos beijos que dancei o refrão

E a dor que me inspirou,
Foi-se embora,
Veio a musa,
E do vinho fez-se uva



MP3 - Para ouvir, acesse o disco virtual com a senha 'acepipes'.


Uma parceria com meu querido amigo Marcelo Magalhães, poeta, cantor e carioca de profissão. Espero que dancemos todos no refrão. Grande abraço!



Saideras:

14.5.07



Cruz de benção

O beijo de adeus
Uma cruz de benção
Meus lábios em suas mãos

O sorriso seu
Um amor imenso
Acalma meu coração

Na hora de ir nunca doeu
Pois sabia, seus olhos eram meus
Sabia que ao voltar
Eles iriam sorrir pra mim à noite inteira
A noite não ia ter fim

Nosso amor é paz, meu bem
Não se esqueça disso não
Ele leva além
Paz, meu bem

Entre nós
Não há marca ferida
Quando houver a partida
Vou lembrar



Para ouvir, clique aqui.





Saideras:

8.5.07








Saideras:

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E eu
Que só queria ser feliz
Ganhei uma desilusão
E alguns testes de auto-conhecimento
Para passar o tempo

Logo eu
Que só queria ser feliz
Achei dentro da minha alegria
A dor de uma dúvida
Que duvida da própria dor
(Não sei bem porque também, do amor)

Mas a vida muda
E um dia se emudece para o passado
Como se, quisesse viver, a própria vida
Liberta e vívida

E aí então
Nesse dia
Eu, que só queria ser feliz,
Seria

.


Saideras:

14.3.06



A harmonia de ser nós dois

A ilusão de ser só um

Eu respiro em seu peito

E você no meu

Um mesmo ar




Saideras:



As horas passam lisas

quando eu largo a mão do tempo

e me perco em seus olhos.




Saideras:

21.2.06



A dor do sambista
Que mora no morro
Que morre de amor
E canta

É simples
É pobre
É rica de vida

Os que nada têm, fascina
E de inveja, machuca os que nada sentem

A canção ritmada na ponta dos dedos
Um bumbo dentro
De angústia e sofrimento
Marcando o compasso

O sal que escorre à face
Que encharca o peito
Tempera o samba
Colhe das palavras arte
Num lindo canto
Mas com um nó na garganta

Amor de sambista
Que morre no morro
Que mora na dor
Encanta


Saideras:

15.2.06

.

Pra você ouvir
música: Rafael Ramos / letra: Maurício Duarte dos Santos

Não quero mais saber dos seus passos
Não quero saber onde está você
Vai me desculpar, tenho a vida pra viver
Hoje prometo lembrar de te esquecer (vou te esquecer)

Saio pela noite escura
Em algum canto
Acho a minha cura
E nem mesmo suas juras
Seus olhos de abismo
Me farão cair

Vou seguir
Vou seguir

Hoje eu vou dançar, dançar
Hoje eu vou dançar,
Pra todo mundo enxergar

Hoje eu vou dançar, dançar
Até a minha dor passar...




MP3 - Para ouvir, acesse o disco virtual com a senha 'acepipes'.




Minha primeira parceria com o grande poeta Maurício dos Santos. Essa versão foi gravada dia 7 de fevereiro na sala de casa com um velho gravador. Com a participação especialíssima de Da Vila na percussa.

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Saideras:












Saideras:

3.2.06

.

A tarde me arde ácida de pensamentos.
Tortura de gota em gota, até que fura.
Nem sei mais o que é dor e o que é loucura.

O fim do dia querendo ser só meu
E eu querendo só ser.
Um humano que nada sente.
Desumano como folha seca, que se move pela sorte dos ventos.
Mas a tarde me arde ácida de pensamentos.

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Saideras:

11.1.06

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Cheiro de Flor

A cigana falou
Que era amor verdadeiro
Como cheiro de flor
Que brotou no canteiro

Tudo era canção
Dessas de que quando se lembra
Se vive tudo de novo

Tudo era sabor
Desses que se experimenta
E nunca mais perde o gosto

Nada era silêncio
Desses de ensurdecer a alma
E cala por mais um tempo

Nada era sem cor
Desses falsos amores
Que se esvaem ao vento

Não se pode ignorar tão bela flor
Para que ela seja eterna
Plantada no coração
É pra sempre primavera

MP3 - Para ouvir click aqui com o botão direito e salve o destino
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Saideras:

23.12.05

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Questão de presença (Fábio Chiorino/ Rafael Ramos)

Com ela, eu sou mais eu
Mas sem ela, nem lembro mais de mim
Com ela, sou a inocência da criança
E sem ela, eu sou assim
Todo previsível como gente grande

Com ela, eu sou a alegria
Mas sem ela, sou só ressentimento
Com ela, eu sou completo
E sem ela, eu sou metade ao vento
Sem ter onde cair

É uma questão de presença
É tudo uma questão de presença

Com ela, a música toca
Sem ela, tudo é ruído
Com ela, eu me divirto
Mas sem, ela nem sai sorriso
É uma vida chata

Com ela, a mente trabalha
Sem ela, o ócio me vence
Com ela, a simpatia me cerca
Mas sem ela, a implicância preenche
E eu fico um chato

É uma questão de presença
É tudo uma questão de presença

MP3 - Para ouvir click aqui com o botão direito e salve o destino


Essa parceria com meu grande amigo, Fábio Chiorino, foi muito prazeirosa. O texto original é uma bela poesia e foi muito interessante todo o processo para transformá-la em música. Grande abraço, mestre!






Saideras:




Saideras:

16.11.05

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O Rio sem você

Sem você o Rio perdeu o samba
Não tem malandro, nem bamba
E o sol parou de brilhar

As praias ficaram todas vazias
Numa quarta-feira de cinzas
Uma ressaca forte de mar

A tristeza tomou conta da passarela
Nem o samba da Portela
Fez meu coração parar de chorar

E na quadra da minha Verde-e-Rosa
Não teve verso, nem prosa
E a passista teve que parar de sambar

O Rio sem você...

MP3 - Para escutar click aqui com o botão direito e salve o destino
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Saideras:

30.10.05

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Tempestade

Não parou de chover
Nem um dia se quer
Alagou toda cidade

Água pelo barracão
Molhou todo meu colchão
Afogou a felicidade

Já não tenho onde dormir
Já pensei em sair daqui
Mas eu vou pra onde?

Se em todo lugar esse tempo castiga
Dessas nuvens negras não vejo a saída
Eu vou pra onde?

Tenho que aprender a nadar
Pra poder viver
Se essa chuva não parar de molhar
Posso tudo perder


MP3 - Para escutar click aqui com botão direito e salve o destino
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Saideras:

24.6.05

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Sonhar é uma iminente polifilia de quereres.

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Saideras:

3.6.05




Saideras:

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Não é rosa, nem é flor


Em cada sílaba sua, uma bala
Que pra mim, uma cilada
Não sei se protejo o rosto ou a sala
Do sangue que vai brotar

Você consegue ser tão dura
Que pouco me dura
Que nem o meu pára
Pára o metralhar de palavras

Em cada tiro certo seu
Acerta o meu e me desconcerto

Para quê tanta dor?
Minha rosa não é mais flor
Sua delicadeza se foi
Será que também o nosso amor?

Meu coração cravejado
Quer silêncio para escutar os próprios tunduns

.


Saideras:

27.8.04

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Está doendo meu peito
E não tenho pra quem falar
Essa é a pior solidão

Queria alguém pra dividir
Que sofra comigo
Como se a dor sentisse

Seríamos então, dois solitários
De uma mesma paixão
Dois amigos ou amantes
Ombro a ombro
Lado a lado

Está doendo meu peito
E não tenho pra quem falar
Essa é a pior solidão

Queria alguém que dissesse
Que isso é bobeira minha
Que não deveria estar assim

Seríamos então, dois solitários
De paixões desiguais
Duas verdades ou mentiras
Ombro a ombro
Lado a lado

.



Saideras:




Saideras:

12.8.04

.

Tropeço

Eu tropecei na frente dela
E não tinha porque ela rir tanto

O riso dela era o único que não poderia
Mas veio fácil, veio às gargalhadas
Maldito tropeço!

Quando com ela encontrava,
Era como se ela visse meu tropeço novamente
Ela ainda estava rindo da topada
O desatento tropeço do tapado

Eu não sou só tropeço
Eu não sou tão tapado
No meu desajeito
Todo mundo já caiu

Esqueça a cena
Esqueça a risada
Volte a sorrir
Amarelo pra mim

.



Saideras:

22.6.04

.

Sexta, feira

Eu percebo que o tempo passa, toda sexta-feira.
É que perto de casa, toda sexta, tem feira.
Toda sexta, feira.

Aquele cheiro de pastel que invade meu carro de manhã, embrulha meu estômago e me avisa: é o fim da semana que chegou de novo.

Hoje, fritura é o cheiro do passar dos dias.
Pastel é nostalgia pra mim.
Toda sexta, feira.

E de cesta na mão, novamente vai aquela mulher comprar um pastel
para matar a fome e o meu tempo.

Toda sexta, feira.

.


Saideras:

13.5.04

.

DUENDES NÃO ACREDITAM EM MIM.

.


Saideras:

6.5.04




Saideras:

Eu acredito nas improbabilidades.


Saideras:

27.4.04




Saideras:

O vinho envelhece de corpo, não de alma.
Por isso, mesmo depois de anos, ele ainda é vinho.
Se envelhecesse por inteiro, vinagre seria.

.


Saideras:

12.3.04

Tudo começa pelo dedo.
Um toque, um gesto, uma conta, um chamado, um alívio ou um insulto.
O dedo é o começo.


Saideras:




Saideras:

Você foi uma parede ontem.
Dividiu, bloqueou, limitou.
Mas o pior,
você era branca.
Acabei ficando sem palavras




Saideras:

Fono I

Nha, nho, nha, nhei,
Nho, nha, nha,
Nhem, nhem,
Plut, plutz, plu
Bla, bla.

Até a próxima Dr. Joca.



Saideras:

9.2.04




Saideras:

Olá... Mesa para quantos?


Saideras:
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